Fiz as malas um pouco cedo
demais, confesso, na madrugada do dia da viagem, então pude descansar muito
pouco antes de cair na estrada. De manhã bem
cedinho – 10h - fui à casa do Pedro, passamos na casa do André e seguimos
viagem para Uberlândia de onde saía nosso vôo, na verdade, nossos vôos pois o
meu vôo era antes e fazia escala em São Paulo, já os meninos embarcavam depois
e faziam escala em BH. Chegando ao aeroporto embarquei no vôo para São Paulo,
onde conheci o Lucas, um rapaz de 27 anos que havia se formado na Uniube e
trabalhava em São Paulo, meu outro vizinho de poltrona estava fissurado em uma
leitura o vôo todo, então não conversei muito com ele. Lucas era um rapaz muito
simpático que me ajudou muito a caçar um rumo no Aeroporto em São Paulo, pois
aquela cidade me mete muito medo. Peguei meu vôo em São Paulo e segui para o
Rio. Neste vôo eu conheci uma mulher de Fortaleza (sim, eu entroso com todo
mundo – problems??) e uma Garota de Belém do Pará que me disse que a comida de
lá é ótima, inclusive eu estava morrendo de fome e fiquei SUPER afim de
continuar no avião só pra comer em Belém. Ela também me disse, que da mesma
forma que aqui a gente usa a gíria “tipo assim” lá eles usam “égua”, bizarro eu
sei. Então finalmente nós chegamos no Rio. Mas aí já é outro parágrafo.
Chegando no Rio, eu fiquei
mais perdido do que amendoim em boca de banguela: Do nada um grupo enorme de
escoteiros passava por mim e de repente sumiam todos, passei por isso umas três
vezes até que uma senhora chegou pra mim e disse:
- Eu to vendo que você ta meio
perdido, né?
- Então né, to. – Eu respondi.
- Os escoteiros estão no saguão
de cima, todos estão indo pra lá. Eu estou esperando meu neto de Minas.
- Ah, que legal eu também sou de
Minas.
- É... Eles são de Uberaba.
_ EU TAMBÉM SOU DE UBERABA! G_G
E foi assim que eu conheci a avó
do Pedro, FIM.
...Depois que os meninos
chegaram, ficamos no Aeroporto horas e horas esperando a nossa vez de pegar o
ônibus para finalmente chegar no local do acampamento.
Chegando no acampamento como
eu fiquei...? Sim, perdido de novo. Não sabia nada a respeito de onde eu
ficaria nem com quem. Então encaminhei os meninos, fui atrás de informação. Deu
tudo certo, jantamos e fui tomar banho...
1 MINUTO DE SILÊNCIO: O BANHO
ERA GELADO – E TAVA FRIO.
Agora eu vou resumir o que mais
marcou em cada dia, para não ficar muito chato longo o texto:
1ºDia: Foi horrível, queria ir embora.
O que eu tava fazendo ali?? Mas é normal. Ainda mais pra quem vai sozinho como
eu, o primeiro dia é o dia da depressão. Como nesse dia o acampamento ainda não
havia começado eu me sentia perdido e deslocado, mas a noite foi chegando e eu
fui conhecendo o povo, não foi uma maravilha, mas eu me senti menos mal. Para
melhorar, depois do banho frio a fila pra janta estava FARAÔNICA, comprei um
hambúrguer e comi like a boss.
O show de abertura foi péssimo –vocês vão pensar que eu odiei o
acampamento, mas não. FOI ÓTIMOO e eu também não dou tanto valor a esses
momentos grandiosos – depois voltei para a barraca e fui dormir, odiando dormir
sozinho na barraca.
2ºDia: Nesse dia nós tivemos: O módulo
Descobrimento e Exploração –
minha roupa está de molho até hoje
com direito a rapel, paintball, bússolas e muito barro; O módulo
Artesanato Brasil no qual eu fiz um apanhador de sonhos e um banco; E o módulo Feira
das Cidades – Eu fiz a farra do boi nesse módulo – vocês viram na parte do
avião o quanto eu odeio conhecer gente diferente, então. Bebi refrigerante
JESUS do maranhão, refrigerante de gengibre do Paraná , comi doce de
taparicurariosdijdj sei lá o que e aproveitei pra trocar meus lenços. Se dia de
pouco é véspera de muito eu não sei mas esse dia FOI D+.
3ºDia: Esse dia começava com tempo
livre então eu aproveitei pra fazer o que eu não fazia há muito tempo, dormir
bem. Depois, tiramos a foto oficial do
subcampo
e fomos ao módulo Brasil sustentável onde nós fizemos vários itens da
IMMA, inclusive um teatrinho
e aprendemos a medir a qualidade
da água e a fazer um fogão solar. À noite tivemos noite escoteira, com
apresentações de teatro e música, eu dei uma escapada e fui dar um rolé nos outros
subcampos e vi uma apresentação do pessoal do sul no subcampo XAVANTE que era
praticamente uma super produção de Broadway
– parabéns pra eles. Nesse dia o
sol tinha resolvido aparecer pela primeira vez e como no dia seguinte iríamos à
praia ficamos animados.
4ºDia: Módulo Sol e Mar:

Daí
choveu. Dahora a vida né? Fez muito frio e só o pessoal do sul nadou direito.
Mas foi incrível, eu joguei vôlei, aprendi a jogar rugby e andei na headline,
uma espécie de corda bamba – sou muito bom nisso por sinal. De noite eu
descobri o UNICO chuveiro quente de todo o acampamento HAHAHA e tomei banho like a boss. Depois teve um show
musical. Muito samba, muita farra e muita animação, eu dancei muito e descobri
que o Carlinhos de Jesus é escoteiro. Voltei pra barraca pra dormir e AMEI
estar dormindo sozinho na barraca - como as coisas mudam.
5ºDia: Fomos conhecer o Rio,
se fosse pra eleger um dia em que eu senti frio, foi esse. Fez frio o dia
inteiro de cabo a rabo, e fiquei sabendo que fez frio aqui em Uberaba também.
AHAM ISSO, lembra daquele dia frio? FOI
AQUELE. Passamos pelo centro da cidade que sempre me deixa bobo com a sua
grandiosidade porque sou caipira
Passagem de comboio com escoteiros complica chegada ao Rio na Ponte
Rio-Niterói
e fomos ao forte de Copacabana.
Muito interessante visitar o forte, ainda mais pra quem gosta de história como
eu. Depois fomos ao Cristo. Ao voltarmos teve o “Festival do Folclore” que na
verdade foi uma party rock que deixou os Staff’s (voluntários da organização)
loucos com a vigilância à noite, eita, essa noite foi fogo.
6ºDia: Nesse dia o módulo foi: jogos da nossa
gente, foi divertido jogar com o pessoal da minha patrulha e com o Nilo um
garoto que conheci do Ceará. Fiquei chateadíssimo porque descobri que sou péssimo
em Bocha (um jogo) e não ganhei o “distintivo prêmio”. Os meninos ganharam.
Depois fomos para a aldeia Brasil de desenvolvimento onde eles te davam uma
garrafa PET e mandavam você fazer algo eu e meu grupo fizemos uma bolsa que foi
um sucesso, a melhor coisa que tinham feito até então. Depois eu fui aprender a
aproveitar integralmente os alimentos aprendendo a fazer comidas bizarras,
porém gostosas; e conheci mais sobre um jogo chamado Play the call que será
lançado em 21 de DEZ, no dia do fim do mundo.
http://playthecall.com/ . Após
isso, foi feita a cerimônia de encerramento, eu também não gostei muito não,
mas detalhes.
Ultimo dia: Esse era o dia
de juntar as tralhas e picar a mula, como a minha barraca tava um brinco eu
arrumei tudo certinho e fui ajudar os meninos, chegando no campo deles eu
entrei em choque. A barraca deles... não... A barraca deles... Bem, até hoje
estou em choque. O Breno já tinha ido embora e só não tinha esquecido as roupas
do corpo, mas também com aquela bagunça capaz dele perder o braço lá dentro e
nunca mais achar. No final terminamos tudo e fomos embora pra casa da avó do
Pedro, almoçamos fast food no
shopping e eu me senti assim:
Pegamos o metrô e como não deu tempo de chagar no teatro da Gávea para
assistir o musical Quase Normal, ficamos em Copacabana onde eu gastei milhões
comprando tudo quanto há de bobeira.
Enfim, depois pegamos o vôo de volta pra cá com o pessoal de Ituiutaba.
No
mais, Jamboree é isso. Dá aquela vontade de ter tirado mais foto, ter gravado
vídeo, de ter guardado um maior pedaço de tudo o que aconteceu. Aproveitei ao
máximo, e espero que todos que foram também tenham aproveitado! Obrigado e
SAPS! (Ádler)